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Outubro Rosa: você conhece os impactos da falta de saneamento na saúde da mulher?

A falta de saneamento básico acarreta em diversos problemas de saúde pública, mas para as mulheres a realidade é ainda mais cruel. Ao longo do mês de outubro, nós vamos trazer dados e pesquisas sobre os impactos que a falta de saneamento causa na vida das mulheres. Um estudo do Instituto Trata Brasil, destacou esses impactos. Nós vamos compartilhar essas informações com vocês. Nós vamos começar falando sobre os reflexos na renda e na saúde, mas os impactos interferem em todas as áreas da vida da mulher brasileira.


Leia o estudo completo aqui


Reflexos na renda

● A renda das mulheres sem acesso a banheiro em casa é 66,7% inferior em comparação com as demais trabalhadoras que vivem em domicílios com banheiro.

● A renda da mulher poderia ser ampliada em 1/3 ao garantir o acesso regular à água, com banheiro e coleta de esgoto. O aumento da renda das brasileiras alcançaria R$ 13,5 bilhões por ano e cerca de metade desses ganhos ocorreria no Norte e Nordeste, regiões do país com os maiores déficits de saneamento.

● A população feminina teve cerca de 2 bilhões de horas de trabalho, remuneradas ou não, afetadas por afastamentos associados à falta de saneamento. O tempo representa 22,5% do total de horas de afastamentos.

● Mulheres mais pobres têm um esforço econômico 16 vezes maior para conseguir comprar produtos de higiene pessoal.

● Em média, entre as famílias sem banheiro de uso exclusivo, o impacto na renda mensal com a compra de absorventes e coletores menstruais é 64% superior ao das mulheres com renda maior. Na população feminina sem água tratada, o esforço econômico é 36% maior.


Saúde

● Segundo informações da base de dados do Sistema Único de Saúde (DATASUS), houve 273.224 internações em razão de doenças de veiculação hídrica nos hospitais da rede do SUS em 2019. Do total de pessoas internadas, 141.011 (51,6% do total) eram mulheres e 132.213 eram homens (48,4% do total).

● O acesso pleno ao saneamento pode reduzir em 63,4% a incidência de doenças ginecológicas na população feminina com idade entre 12 e 55 anos.

● A ausência de saneamento foi responsável por 80,6 milhões de casos de afastamento por doenças respiratórias e de veiculação hídrica. São mais de 368 milhões de dias de afastamento de mulheres de suas atividades rotineiras. No total, são 8,8 bilhões de horas de afastamento, o que representa 81,7 horas por brasileira.



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