ABES
e os desafios do Saneamento Ambiental
A
Associação Brasileira de Engenharia Sanitária
- ABES, tanto no Brasil como no Paraná, iniciou suas atividades
em 1966, numa década em que as tendências de crescimento
urbano acelerado e desordenado pressionavam o poder público
a deflagrar ações vigorosas no setor de saneamento
básico. Nessa época, a demanda pelos serviços
públicos de saneamento básico, além de superar
a capacidade das instituições existentes, encontrava
barreiras impostas pela limitação de recursos financeiros.
Como uma entidade técnico-profissional da sociedade civil
organizada, e um Capítulo da Associação Interamericana
de Ingeniería Sanitária - AIDIS, a ABES passou a
ter uma atuação importante no processo de desenvolvimento
do setor, consolidando, entre tantas atividades, a realização
do Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária, que se
consagrou como o mais importante evento do setor no País.
Assim, desde a instituição do Sistema Financeiro
do Saneamento SFS e do Banco Nacional da Habitação
BNH, em 1968, passando pelo período de vigência do
Plano Nacional de Saneamento Planasa, a ABES exerceu papel de
inegável importância para o fortalecimento do setor
de saneamento básico. Não obstante, o aumento da
complexidade dos problemas, das exigências ambientais legais
e da sociedade, levou a ABES a incorporar, não só
em sua atuação, mas também em seu nome, o
componente “ambiental”, passando a denominar-se Associação
Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. A decisão
foi acertada, tanto que, atualmente, a expressão saneamento
básico dá lugar ao saneamento ambiental. Não
se trata de modismo, mas demonstra uma tendência de que
cresce a compreensão do saneamento, bem como da saúde
pública, dentro de uma visão mais sistêmica,
que mantém íntima relação de interdependência
com o meio ambiente, especialmente em se tratando de recursos
hídricos.
Hoje, quando o país busca urgentemente definir um novo
marco regulatório para o setor, a ABES está empenhada
em contribuir com a definição de uma Política
de Saneamento Ambiental para o Estado, a partir da Política
Nacional que começa a se delinear com um Projeto de Lei
já aprovado na Comissão Especial Mista de Saneamento
do Senado Federal. Todavia, a ABES quer, não só
o envolvimento de seus atuais associados, mas estimular o debate
junto aos jovens que estão ingressando no mercado e precisam
formar uma massa crítica consistente e capaz de influenciar
esse processo.
Como não podemos e não devemos nos omitir, temos
que ir em frente sendo atuantes, pró-ativos e incansáveis
em contribuir para com a melhoria da qualidade de vida da população
paranaense. Para subsidiar o alcance desse intento, criamos quatro
Câmaras Técnicas e, buscando a interiorização
da entidade, de forma a fomentar a atuação e os
debates, estamos criando as subseções regionais
de Londrina (Norte/Nordeste) e Cascavel (Oeste/Sudoeste). Ainda,
visando incentivar a participação de novos profissionais,
a Associação criou o Projeto AbesJovem. Assim procedendo,
acreditamos estar dando a contribuição que a sociedade
paranaense espera da ABES Paraná.
Reinaldo
José Rodrigues dos Santos